quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Amizades, alimentos para alma!

Amizade derivada do grego (amicus; amigo, que possivelmente derivou de amore, amar. É uma relação afetiva , a princípio sem características romântico-sexual entre duas pessoas). Amizade é a união entre seres humanos que compartilham bondade, fraternidade e amor ao proximo. Esta união entre amigos forma uma terceira imaginária que significa o vínculo entre as duas partes que poderiamos definir como um sentimento. Gosto de olhar esta terceira parte como um sentimento bom que se forma pelo choque de duas ou mais pessoas distintas. Quando pensamos a respeito deste assunto devemos ir com calma, pois existem amigos e amigos. Muitas pessoas olham os verdadeiros amigos como aqueles que convivem em seu meio afetivo. Amigo que está presente no seu dia-a-dia. Não acho isso correto. A amizade como disse é vínculo que está associado a alma. Quando é verdadeiro nunca se acaba, não importante a distância, e o tempo a ser percorrido. É na união dos amigos que a terceira se forma e tudo o que foi experimentado um dia vem a tona novamente, como se nunca tivesse passado nem um único dia.
Amizade que é amizade não importa tempo nem distância minha gente. Aprender a ver um amigo é mais do que risadas e baladas. É mais do que possa proporcionar. O amigo me enxerga e melhora minha vida. Não devemos nos prender nos arranha-céus materiais desta vida. O que qualifica o encontro é a terceira pessoa bem-venturada. Pessoa pela qual não existe, é puramente imaginária no formato de sentimento e que se torna bom aos olhos de quem vê.
Existem amigos que estão a espera de alguém para sair, curtir a noite e zuar tudo. Amigos pelo qual voce só "serve" se está solteiro e tem tempo para sair para curtição, fora isso voce se torna inutilizado e pode já ser descartado. Amigos que estão à sua porta porque existe o dinheiro, fora deste contexto voce não tem como sair pra farrear e novamente é descartado. Isso não é amizade, isso é ser objeto de uso para ser descartado ao mínimo defeito. Não quero isso pra mim, não queira também. Mas por favor , não confunda as coisas, não quero dizer que necessariamente sair com os amigos nos tornamos objetos de uso. Há uma grande diferença neste contexto. Ao sair com verdadeiros amigos o que prevalece nesta confraternização não é o local, a balada, e sim as pessoas que torna tudo perfeito.
Tenho saudade da época em que os amigos se encontravam para jogar um jogo, bater um papo, assistir um filme. Coisas simples mas que fortificava a verdadeira amizade. Nesta união podiamos olhar o outro com pausa. Entender a vida de cada um com mais intensidade. Formato que hoje anda jogado fora, valores que não são mais valorizados. Falta consistencia na nossa sociedade. Lugares com qualidade que qualifica pessoas. Ao menos dar a oportunidade de conversa, coisas pelas quais hoje em dia não existem mais, somente uma barulhera onde pessoas descompromissadas com a felicidade umas com as outras, se tornam objeto de uso para uma felicidade falsa. Não desejo ser hipocrita pois ja vivenciei esta realidade e hoje luto contra o objetismo que a sociedade impõe sobre nossas mentes. Minha sinceridade é minha arma contra, mas confesso com verdade que gosto do que vivi e ainda gosto desses lugares. Tento encontrar qualidade, mas cada vez mais vejo que não há solução em tornar o que é desqualificado, qualidade.
Uma vez ouvi um grande poeta proferir que: Falta lugares bons em nossa sociedade, como casas de chá ou livrarias que ao anotecer torna-se café´s para bons papos com os amigos. Isso é qualidade minha genti. A europa está cheio disso. Não que só exista isso, mas que ao menos haja lugares dos quais pessoas que procurem locais mais qualificados tenha como confraternizar. Sinceramente achei interessante esta idéia. Já ouvi falar que em Belo Horizonte há locais dos quais este poeta falou. Confesso que fiquei interessado em visitar.
Meus queridos, vejo que hoje em dia cada vez mais o mundo se torna complicado. Acessar o espaço de tempo de cada um é uma batalha. Amigos cada vez mais distantes. Familias cada vez mais frias. Natais cada vez mais apagados. Imagino eu quando criança na casa da minha avó com uma mesa farta de alimentos. Tudo feito com carinho e amor. Detalhes minuciosos eram elaborados para a espera da familia. União que pela força do encontro se eternizava em nossos corações. Os doces tinham caricaturas feitas com chocolate porque minha avó sabia bem olhar nossos corações de criança. E neste entender que todos se alegravam pela carinho e cautela de uma avó que olhava com ternura sua familia. O natal era muito mais que alimentos, doces e salgados. Era feito de encontro. Era celebrar a felicidade do mundo com o nascimento de Jesus.
Hoje quando olho para o passado e me vejo no presente sinto uma enorme falta, um vazio. Falta de encontro, falta de união. A casa da minha avó não é mais colorida. Meus avós não estão mais la pois a vida não para, o tempo passa para cada um de nós. Mas o que recebi , falo a respeito de todo carinho e amor quando criança, mantenho aternizado em mim e pretendo com toda garra passar de gerações para gerações. Quando olho para minha familia unida, vejo que todo aquele carinho que foi dado uns pelos outros, estão sendo passados de geração para geração. Os esforços dos meus avós e pais não foram em vão. Eles olharam com o coração quando nos encinaram que o mais importante não é o material e sim o sentimental.

Fico feliz pela sua visita. Agradeço por ter a possibilidade do encontro neste blog. Volte sempre que quizer, estarei aqui sempre com novidades.

Como dizia um velho alemão:  Aufwiedersehen, Tschüss ...

Até a proxima!

Bruno Tominaga

2 comentários:

  1. Oi, Bruno, venha com a Luiza passar o Natal com a gente e te prometo uma mesa farta e muito afeto. Beijos, Patrícia

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  2. Vanessa E. Yoshimura26 de outubro de 2010 14:16

    OI Bruno, na verdade eu havia lhe perguntado se tinha entrado nesse post..mas nw tem problema, escrevo novamente...Adorei essa msg da amizade, pois me lembrei dos amigos, q hj estao longe, mas q sempre presente.Obrigada!Bjos!

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